Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

Cinco a um

Até que enfim, um Governo apostado em reorganizar o aparelho do Estado! Por ora está a fazer o levantamento do que existe, e promete para Março a publicação das “dezenas de serviços” que vão ser extintos, fundidos, ou adaptados às circunstâncias. Além da reorganização propriamente dita, há a vontade ? e a necessidade ? de emagrecer os quadros, eliminando milhares de postos de “trabalho”. Para já ficamos a saber que há CINCO funcionários do Ministério da Agricultura para cada lavrador registado! Ficamos de boca aberta, mais uma vez. Não é que não se calculasse que devia ser coisa no género; afinal há muito que se sabe existirem 700 mil funcionários públicos num país com 10 milhões de habitantes e 5 milhões de activos. Mas esta proporção da Agricultura mostra de uma maneira mais “gráfica”, digamos, o descalabro do aparelho . Imagino que surgirão outras estatísticas igualmente aterradoras, que o Governo só vergonha ainda não trouxe ao conhecimento geral. No entanto, há uma outra mudança que nos deixa mais cépticos; avaliar a qualidade do trabalho dos funcionários. A vontade também existe, mas como os funcionários só podem ser avaliados por outros funcionários, é duvidoso que se consiga alguma coisa. Afinal de contas os governos passam e os funcionários continuam. Portanto, toca de atrasar e subverter as avaliações, emperrar a máquina. Enquanto o Governo mostrar esta actividade regeneradora, tem o meu voto. Até agora tinha votado sistematicamente no BE (nas Legislativas), não porque quisesse, ou me passasse sequer pela cabeça, um Governo BE, mas porque os bloquistas têm feito um bom trabalho a levantar problemas, a contestar abusos e a propor soluções. Falam até de problemas que não lhes podem trazer muitos votos, colocando o interesse nacional acima do partidário. Mas a posição do BE na questão empregados do Estado é diferente; o que os bloquistas pretendem é ganhar espaço ao PC nos sindicatos da função pública, e por isso têm contrariado as reformas, colocando a estratégia do partido à frente do que é melhor para nós (nós, os contribuintes e utentes dos serviços públicos). Mas nós aqui temos uma proposta melhor para o Ministério da Agricultura: que tal mandar quatro em cada cinco funcionários plantar batatas?
publicado por Perplexo às 17:07
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