Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006

Um novo chefe para o “centro-direita”!

Parabéns à SIC. Quando não há notícias que cheguem, criam-se notícias. Que tal uma entrevista “em exclusivo” com o esquecido, porém inolvidável, Santana Lopes? E, a seguir, o noticiário já trazia as declarações do ex-ex-ex, completadas com a análise de dois jornalistas. Boa! Santana, sempre igual a si próprio, isto é, maior do que ele próprio, começou logo por declarar: “Entendo que é minha obrigação não me pronunciar sobre as actuais eleições.” Uma pena, pois os portugueses estavam ansiosos pelas suas declarações sobre as eleições, e quiçá alguns não saberão como votar sem tão preciosa opinião. E não fala porque “impus a mim próprio distância e recato”. Ou seja, não foi o opróbrio nacional, o governo desgovernado ou as eleições perdidas que o levaram ao silêncio; foi uma auto-imposição recatada e comedida. Boa, outra vez. E que conclusões a que ele chegou nestes poucos meses de recato? Foi uma “travessia do deserto” curta porque, como o próprio disse, hoje em dia já não se fazem travessias do deserto de dez anos. Passaram a ser de seis meses. Pois bem, a conclusão é de que “quem fala menos é que ganha”. Observação profunda, racional e certeira, como é costume do personagem. Mas deixemo-nos de brincadeiras. Vamos mas é ver o que disseram os analistas, eles que sabem ler nas entrelinhas muito melhor do que nós, mortais perplexos. António Dâmaso, do Diário de Notícias, diz que é um regresso em grande forma. Ora aqui está uma má notícia e, para dizer a verdade, uma falsa notícia. Até assentar o pó das presidenciais, não haverá regresso em grande forma nem para Santana Lopes nem para ninguém. E depois das eleições, o mais provável regresso em grande forma é o de Cavaco Silva. Mas Santana Lopes já está a preparar o pós-eleições, como acha, e muito bem, Inês Serra Lopes (alto lá com a camisola dela!). Serra Lopes está certa que ele disse que não se revê em Cavaco (pudera!) e que vai dirigir o centro-direita, retomando o seu lugar na Assembleia da República. (É verdade, o homem ainda é deputado, apesar de reformado com 600 contos por mês.) Mas a jornalista acrescenta, igualmente muito bem, que não sabe se existe esse centro-direita, nem se ele é dirigível. Ora bem, se tudo isto se concretizar, vamos ter um prato-cheio: Santana Lopes, sempre propício a declarações bombásticas, em plena Assembleia, na bancada de Marques Mendes, a atirar pedras ao presidente do PSD, ao Presidente da República e, é claro, ao Governo socialista. E nós a pensar que pensar que nos tínhamos visto livres desta atracção…
publicado por Perplexo às 00:04
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