Terça-feira, 31 de Maio de 2011

Literatura subversiva na Turquia

William S. Burroughs, se fosse vivo, ficaria satisfeitíssimo: o seu livro de 1961, “The Soft Machine”, foi mais uma vez proibido. Não que Burroughs fosse a favor da censura, com certeza; antes pelo contrário, grande parte da sua obra acusa a civilização ocidental de ser censória, não só abertamente mas também pela pressão económica e outras formas mais subtis. No entanto, “The Soft Machine” não é um livro cuja subversão do conteúdo salte logo à vista; perturba mais na forma, através de uma escrita cheia de entrelinhas e referencias obscuras que o leitor normal achará bastante chata. Por outras palavras, é uma obra para intelectuais que não representa qualquer perigo imediato para a estabilidade de uma sociedade burguesa medianamente policiada. O mais perigoso de Burroughs é a personagem que ele inventou para si próprio, não os seus livros.

Então, “The Soft Machine” acaba de ser proibido na Turquia, um país que há cem anos, mas principalmente nos últimos vinte, procura desesperadamente ser ocidental e “civilizado”. E foi proibido por uma repartição dificilmente imaginável num pais ocidental e civilizado: O Conselho do Primeiro Ministro para a Protecção de Menores de Publicações Explícitas.

Porque é que um livro para adultos, e ainda por cima para um grupo restrito de adultos cultos que se interessam por literatura experimental, foi parar a este Conselho, ninguém sabe; provavelmente terá sido uma denúncia. O facto é que os conselheiros o acharam perigoso, “desconforme com as normas morais” e susceptível de “magoar os sentimentos morais das pessoas”. Além disso acusam a obra de “falta de unidade no tema”, “em desacordo com uma unidade narrativa”, com “utilização de calão e termos coloquiais” e, pior, “a aplicação de um estilo de narrativa fragmentado.” Finalmente a obra de Burroughs “contem interpretações que não são nem pessoais nem subjectivas, retiradas de exemplos de estilos de vida de figuras históricas e mitológicas”.

Mas o que interessa não será, com certeza, o disparate desta interpretação de “The Soft Machine”, que ainda consegue ser mais marada do que o próprio livro. O que interessa é que ainda existam países que se preocupem em censurar obras que, pela sua própria natureza, pouca subversão possam causar, só porque não estão de acordo com a doutrina estabelecida, tanto para o conteúdo como para a forma.

Realmente, a Turquia ainda tem de andar muito até poder entrar na União Europeia. Pelo andar da carruagem, quando puder aderir já uma grande quantidade de países terá saído – por razões completamente diferentes.

 

publicado por Perplexo às 00:48
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39 comentários:
De antonio almeida a 2 de Junho de 2011 às 00:01
se o proprio comentador diz que o conteudo do livro pouco adianta,pouco conteudo tem,porque não evitar publicá-lo,deixando espaço para algo mais util?quantos livros pode uma pessoa ler durante a vida?mesmo que não fizesse mais nada,apenas leria uma pequena fração dos livros publicados,e certamente daria por mal perdido muito do tempoque gastou a ler alguns.se este mundo que só pensa em vender para sacar o dinheiro aos leitores,não cria no minimo listas de livros ,encabeçados por titulos que indicassem ao potencial leitor o seu conteudo,ao menos que alguem que já o leu ,e não gostou,e que tenha o poder de o fazer ,o proiba ,ou evite que seja publicado,pois certamente haverá outros livros com mais conteudo,e que deem ao leitor algum valor melhor.não conheço o livro,como disse,apenas me baseio no comentário acima.tambem devia ser obrigatório fazer o mesmo com os filmes e etc. pois há por aí muita porcaria impressa e filmada,que só rouba o tempo e o dinheiro ás pessoas.sou contra a censura,mas o que eu defendo são os direitos dos consumidores a saber o que compram e o que vão ver,antecipadamente,para poderem optar por comprar ou não.claro que isso devia ser feito por pessoas com cotação,e variadas,para que pudessemos ler e ver nas várias etapas da nossa vida ,em primeiro lugar o que é reconhecido por entendidos,como o melhor e mais importante.se depois a pessoa quizer perder tempo a ver ou ler o que é considerado secundário,isso já é um problema dele.claro que a um jovem ,como inexperiente que é ,não se pode dar a opção dessa escolha,deve-se sim dirigi-lo no sentido das leituras e visualizações mais formativas,pois se ele puder escolher,vai certamente logo aos filmes pornográficos em primeiro lugar,ou a coisas do género na literatura.portanto é de lamentar que não exista na sociedade essa personalidade ética,que desenvolva esse trabalho ,pois os parecidos que existem ,pelo facto de serem pagos pelos vendedores,naturalmente que fomentam é a venda sem critério,ou com critérios que não visam a formação juvenil ou senior.por isso,apesar de não conhecer o conteudo do livro em questão,acho que devemos é percepcionar o objectivo.claro que não se vai destruir a obra de nimguem,simplesmente se devem imprimir primeiro outros mais uteis.quantos livros mais ainda não foram impressos na turquia?e não foram ainda proibidos,mas o resultado é o mesmo.e quantos bons livros ainda tambem não foram impressos?muitos certamente.porque não há uma entidade que proceda á indicação deles?sem ser apenas com a intenção do dinheiro das vendas ou dos direito de autor?falta de ética,ou total dominio da lei do lucro sobre a lei do util?falta de rumo.falta de se saber o que se quer.falta de por os direitos do homem á frente.falta de saber para onde nos encaminha este desenvolvimento económico.sim estamos a caminho do fim.o precipicio é já ali á frente,e esta civilização vai mergulhar de cabeça nele.esta é a teia perfeita.é a teia que vai apanhar a própria aranha.boa refeição.todos nascemos para morrer.comidos ou não.com consciencia disso ou não.falhámos como sociedade.alguns ,individualmente,ainda escapam,são capazes,conscientes e corajosos.como sociedade,vai tudo acabar.felizmente ou infelizmente.ambas as afirmações estão certas,apesar de antagónicas.parece impossivel,mas tambem na fisica quantica se consegue provar que um objecto pode estar em 2 lugares simultaneamente.talvez o que esteja para acontecer,seja o fim deste mundo ,e o aparecimento de um outro, novo.diferente,paralelo,material,espiritual.vamos ,tenham coragem,havemos de conseguir,pelo menos alguns hão-de conseguir.aposto que serão aqueles que leram ou viram os livros e filmes certos ,na hora certa.foram uns sortudos.ou talvez tivessem tido alguma ajuda nas escolhas.as duas coisas ajudam .eu por mim vou continuar a selecionar o que acho ser melhor,e vou indicando tambem isso aos outros.e agradeço muito a quem já fez isso comigo também.quanto a vós façam o que entenderem,mas tambem ninguem vos agradecerá,se não indicarem ,se não selecionarem o melhor para indicar aos outros.e já agora se não lutarem por uma sociedade diferente,onde isso se possa fazer de forma organizada e criteriosa.para isso comecem já a escolher os livros e filmes que falem daqueles heróis que derem a sua vida a lutar pelos o
De alter ego a 2 de Junho de 2011 às 01:17
Ó antonio almeida, só consegui ler as primeiras frases que escreveste (porque não houve pachorra para ler mais) mas deixa-me que te diga que és mesmo um palerma.

Essa de fazerem listas para dizer aos outros o que devem ler é do mais imbecil que já li.

Diz-me lá como é que uma pessoa pode "saber ao que é que vai" pela opinião de outros?

Eu já vi filmes que gostei apesar de ter ouvido falar mal deles (os filmes até podem ser fracos mas o facto é que eu gostei).

Em vez de vires para aqui dizer asneiras devias era aprender a escrever direito. Se alguém devia ser proibido de escrever eras tu!!
De fernanda domingues a 2 de Junho de 2011 às 08:49
Parabéns Alter Ego! Abaixo o António Almeida. Que raio de ideias tem o meu amigo na cachola às quinhentas da noite? Xiça! Olha se o Sócrates o descobre? Ainda o mete em ministro...
De Prates a 2 de Junho de 2011 às 10:40
Vive e deixa viver!!!
De dc36 a 2 de Junho de 2011 às 21:12
Alter Ego:

Não podia estar mais de acordo!
De António a 2 de Junho de 2011 às 07:49
Que diacho! Então houve lá alguém que balizar os limites do discernimento da razão e do livre arbítrio. Assim sendo construam-se camaratas, de cores e formas variadas claro, para garantir que agrada a todos, e faça-se umas quantas fardas , de varias cores e cortes, já agora também se podem produzir alguns adornos, mas nada de piercings, nem essas coisas subversivas ….
Bem fico-me por aqui já todos perceberam para onde vamos, acho eu!
De Juvenal a 2 de Junho de 2011 às 09:12
António Almeida, não sei que substância psicotrópica habitualmente ingeres, mas sugiro que pares porque já te está a toldar o raciocínio e a capacidade de entender a subjectividade de uma criação artística...
De pedro a 2 de Junho de 2011 às 09:29
Vai ler ignorante pode ser que assim ao menos aprendas a escrever
De Joao a 2 de Junho de 2011 às 12:03
Eu, com os poderes que me foram investidos, decreto que o Sr. António Almeida está proibido de ler o que quer que seja (Banda Desenhada incluida), com os fundamentos de ser demasiado otário, imbecil e estúpido para o efeito.
De Luis a 2 de Junho de 2011 às 20:19
Sieg Heil!

Volta Salazar... deixaste muitos filhos ao abandono que por ti clamam!

Se alguém pensa assim, entreguem-me o vosso capital... eu é que sei gerí-lo melhor... vocês não. E quando quiserem fazer qualquer coisa perguntem-me... eu é que sei!... E quando quiserem alguém cotado para opinar dizendo "Eu é que sei...".... Calem-se, porque eu é que sei, e eu é que digo quem é que diz "Eu é que sei!"... VÓS OUTROS SOIS MUITO INOCENTES, DESCONHECEDORES, INCAPAZES.... DEIXEM QUE EU DIGO "EU É QUE SEI!..."

Santo Deus, porque deste inteligência a teus filhos, quando parece quererem fazer pouco dela!?

(Desculpem-me o sarcasmo)

p.s. OS LIVROS PUBLICAM-SE, só compra e lê quem quiser
A pornografia existe; só arregala os olhos quem olhar
Os ateus, debochados, degenerados, sadistas,etc...existem- e desde que não se imponham aos outros ninguém tem nada com isso.
Os outros que diferentemente pensam, falam e escrevem... existem, e desde que não nos berrem aos ouvidos ou nos metam os livros pelos olhos dentro... não é nada consigo ou com os outros que são assim tacanhos a ponto de quererem coarctar a liberdade de escolha dos demais.
O pecado existe... e ao invés de querer cegar para que não vejamos, eduquemos para que saibamos escolher.

Desculpe que lhe diga o que disse, e espero ter-me contido o suficiente e o devido para que não abuse ou resvale na má educação.... Se assim se sinta, peço-lhe que me desculpe.
De Clara Sá Correia a 4 de Junho de 2011 às 09:39
Certíssimo!!!
De Edmundo Bolinhas a 3 de Junho de 2011 às 07:41
Uau!!! Consegue fazer um comentário maior que a notícia...Tem razão, é um disparate, as ideias não se medem a metro.
No entanto, se eu tivesse um lápis azul censurava já o seu comentário! Essa cena de escrever em completo desrespeito pelas normas da língua portuguesa é por ignorância ou porque é chique? Sendo que aqui o "chique" só se for de chiqueiro...
De Paulo Seabra a 2 de Junho de 2011 às 02:10
Num impulso queria responder/comentar o comentário e. . . comento comigo mesmo - que diacho, afinal ainda há ppl que pensa assim... Um espanto!
Não sei o que lhe diga mas. . .com tanto "limite" é possível que ainda venha haver para o mau gosto, que é coisa que se aprende, o bom como o mau, o que nem é o caso, é. . . percepciono, uma "estória" de vida. . . triste, um tanto magoada.

Quanto à Turquia, pois. Não foi em Inglaterra ou nos Estados Unidos que proibiram uma série de livros infantis precisamente por serem perversos, veicularem ideias contrárias ao sistema vi(r)gente. Hummm, ñ foi em França que um livro do Tim Tim foi proibido porque o Hergé dava sinais de racismo, xenofobia e isso lesava os sentimentos de alguns leitores. Olhar o que foi pensado, desenhado escrito nas décadas de 50 e 60 com o entendimento que se tem hoje, é um enviesamento inútil.

Na verdade concordo com o autor do Blog. A Turquia terá que percorrer, e os outros... também.
De Anónimo a 2 de Junho de 2011 às 08:29
È proibido proibir...
De apeiron55 a 2 de Junho de 2011 às 09:28
Realmente Antonio Almeida o teu comentario devia fazer parte da tal lista de textos que defendes que não deveriam ser lidos !!!!
De Norberto a 2 de Junho de 2011 às 09:32
A Turquia não deverá nunca entrar na Europa. Primeiro tem um ínfima parte territorial no Continente. Segundo, culturalmente, em termos de religião e em liberdades cívicas, tem 500 anos de atraso e jamais irá mudar para se integrar nos valores Europeus. Se entrasse seria uma porta aberta para o terrorismo na Europa. Nós Europeus somos dos povos mais "naive" e estúpidos deste planeta. Com a mania de nos considerarmos humanistas, trouxemos milhões de refugiados e com a desculpa dos direitos humanos importámos o radicalismo e fixámos o inimigo dos direitos humanos e universais no nosso próprio seio, e agora não sabemos como resolver o problema. Cambada de estúpidos europeus e políticos imbecis. Agora só falta receber os próximos milhões de refugiados radicais do Norte de África. Que tristeza de Continente!
De Clara Sá Correia a 2 de Junho de 2011 às 10:21
Sou apologista de que todos os livros deveriam estar ao alcance de todos os leitores curiosos e interessados, para que estes mesmos leitores possam ser selectivos e ler os temas por que se interessam para poderem formar as suas convicções...
Mas também compreendo que não seja conveniente haver muitas pessoas com convicções próprias quando o objectivo principal é unificar e controlar os pensamentos e comportamentos das «massas»...Infelizmente não é só na Turquia que isto acontece, em Portugal temos vários títulos censurados, temos também o exemplo do nosso país vizinho que prendeu o Pedro Varela por editar livros proíbidos.
Enfim...Liberdade de expressão?? O que é isso???
De Perplexo a 3 de Junho de 2011 às 03:59
Não sei de nenhum livro censurado em Portugal neste momento. Há muitos livros que não foram publicados e muitos que já se esgotaram, mas nenhum foi censurado. Nem existem orgãos que possam fazer essa função. Há apenas um caso de um livro proibido pelo tribunal, em resultado de uma decisão judicial - o livro do Gonçalo Amaral sobre o caso Maddie.
De Clara Sá Correia a 3 de Junho de 2011 às 09:55
Pois, é natural que as pessoas não se apercebam...
Temos o exemplo do «Mein kampf» que não se pode comercializar em Portugal... porquê??
Independentemente de qualquer ideologia politica e religiosa, julgo que não se deve omitir, nem tão pouco privar as pessoas da informação...e quem deve fazer a selecção é o próprio leitor, tal como escolhe as bolachas no supermercado, de chocolate, de água e sal,etc etc... ao seu gosto!!
De Perplexo a 4 de Junho de 2011 às 08:04
O "Mein Kampf" está editado e à venda em Portugal.
De Clara Sá Correia a 4 de Junho de 2011 às 09:35
Olhe que não!! Não se pode comercializar em Portugal!
Por outro lado há várias formas de censurar os livros, sem os censurar e não dadando muito nas vistas, como por exemplo certas fundações comprarem todos os exemplares existentes no mercado e/ou não os editando...Como foi o caso do «Contos proíbidos- memórias de um PS desconnhecido-Mário Soares»...
De D a 12 de Julho de 2011 às 21:32
Liberdade de Expressão é apenas o estatuto de fazer vingar a felicidade pessoal através do que se escreve, mesmo que seja apenas o que nos desassossega, sem freios nem restrições... aliás, como deve ser tudo na vida, sem freios e sem restrições, apenas pautado pela busca da suave estabilidade de uma felicidade conquistada e concedida... mesmo que lea signifique romper com o "status quo"...
De Anónimo a 2 de Junho de 2011 às 10:31
"Pelo andar da carruagem, quando puder aderir já uma grande quantidade de países terá saído – por razões completamente diferentes".

Eu acrescentaria ao final desta afirmação: ou por razões sememlhantes.

"Por outras palavras, é uma obra para intelectuais que não representa qualquer perigo imediato para a estabilidade de uma sociedade burguesa medianamente policiada".

Eu acrescentaria no final desta afirmação: por onde andam os intelectuais. Esta espécie existe? Aonde? Em Marte?
De Literatura a 2 de Junho de 2011 às 11:48
No governo do Professor Cavaco Silva, com Portugal já na então CEE fez o mesmo; “Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português - o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, nas Ilhas Canárias (Espanha), onde viveu até sua morte.”

De Lopes a 2 de Junho de 2011 às 12:34
Literatura, Literatura

Não creio que Saramago se tenha, honestamente, exiliado. E muito menos pelos motivos que aponta.
Digamos que escolheu viver em Lanzarote, como poderia ter escolhido viver na Grã Canária, ou noutra qualquer ilha de clima ameno longe do burburinho das cidades e com o oceano (e Pilar) à sua volta.
Pessoalmente não me importaria nada de viver o terço final da vida da mesma forma.
De Luis a 2 de Junho de 2011 às 20:27
Com a devida licença introduzo um cariz político ao seu comentário....

Prepare-se porque pelo andar da carruagem, finalmente o sonho de um antigo social democrata irá realizar-se - 1 presidente, 1 maioria e 1 governo.

Como se não bastassem as asneiras feitas em 30 anos de governação, 3 cores políticas (as do arco da governação) e 3 intervenções externas, talvez tenhamos também 30 comissões de censura

- a cultural dos espectáculos e cinemas
- a dos livros
- a das reuniões de trabalho....

....etc

Com a força de vontade de alguns e a perspetiva e passado político de outros, aliados ao neoliberalismo que convence e que parece aí vem... Ai é bem provável que o Prof. volte à carga!....
De Perplexo a 3 de Junho de 2011 às 04:03
O livro não foi proibido. O que aconteceu foi que o Secretário de Estado Sousa Lara, do Ministério da Cultura de Santana Lopes, retirou o livro de uma lista de livros portugueses que deveriam ser divulgados no mundo. Por causa dessa atitude teve de se demiitir. Mas o livro nunca foi proibido e está à venda até hoje.
De Perplexo a 4 de Junho de 2011 às 08:09
O livro de Saramago, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" não foi proibido e sempre esteve à venda. O que aconteceu foi que Sousa Lara, subsecretário do Secretário de Estado da Cultura, Santana Lopes, mandou retirar o nome do livro de uma lista de títulos portugueses concorrentes a um prémio internacional. O excândalo levou à demissão desse subsecretário.
De umapaletadecores a 2 de Junho de 2011 às 14:15
Embora fosse ainda pequeno, na altura (anos 80), as publicações "Gina" e "Tania" contribuíam para o desenvolvimento (Rsrs) do indivíduo como cidadão interveniente na sociedade de um país de "altos e baixos". - Como eram lindas as suas histórias de encantar/esganar! Rsrs
Estas publicações nunca foram proibidas e acabaram porque, a internet as ajudou a "matar". - Ora, também não será a internet um alvo a abater, uma vez que é uma "biblioteca" onde de tudo se pode encontrar? - O proibido é sempre mais apetecido.
P.S. Gina e Tania, voltem mesmo que em formato digital. Sentimos falta da sua prosa!
De Pedro a 2 de Junho de 2011 às 14:44
Pois, fala-se deste livro que foi proibido, mas na imprensa nacional (toda ela politizada) não se referem à prisão de Pedro Varela, editor e dono da libreria europa, em Barcelona, que se encontra detido porque os arautos da democracia censuram a liberdade de expressão quando nos são mostradas diferentes versões da História (Revisionismo) e pensamentos diversos! Noutra vertente, o escritor Daniel Estulin também denunciou a retirada insidiosa do seu livro 'clube de Bildberg-os senhores do mundo, de livrarias europeias (incluindo Portugal)...
Enfim, sabe-se bem quem domina o mundo... e onde está a alta finança, e que grupo puxa os cordelinhos...
De Luis a 2 de Junho de 2011 às 20:34
Caríssimo.... não fale assim.... Quem o ouça ainda julga que é do grupo dos canhotos... daqueles mauzões que dão uma injeção atrás da orelha!...

Tenha cuidado, o neoliberalismo está a caminho, com muitas novidades pelas mãos do sassá mutema salvador da pátria passos coelho!... Com o Prof lá em cima e ele acima de nós, não será só censura, inda vamos é malhar com os ossos outra vez p'ro tarrafal - ainda que agora concessionado à Mauzões e associados S.A.
De Clara Sá Correia a 4 de Junho de 2011 às 09:41
O problema é que poucos sabem, ou melhor poucos querem saber!!

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